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Descrição: Planta longitudinal, composta pela justaposição do rectângulo da nave (27,60 x 8,75 m.) e do quadrado da capela-mor 5,50 x 5,50 m.), a que se adossam anexos de serviço, a sacristia e uma capela. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas de 2 águas sobre a nave, 1 água sobre os anexos, em domo revestido a telha e rematado por lanternim sobre a capela-mor. Fachada principal virada a O. flanqueada por 2 torres quadrangulares cupuladas, rasgadas por sineiras, assentando sobre pesados corpos prismáticos escalonados; empena triangular rematada por acrotério com cruz, portal de vão rectangular arquitravado encimado por janelão idêntico, rasgados no eixo central; nas fachadas laterais arcadas cegas e grandes contrafortes escalonados; um portal axial idêntico ao da fachada principal abre-se na fachada S.; na fachada posterior 2 arcobotantes unem a empena triangular da nave à capela-mor. INTERIOR: nave com cobertura em abóbada de berço reforçada por tirantes de ferro; coro-alto com balaustrada de madeira sustentado por 3 abóbadas de aresta sobre 3 arcos redondos, assentes em pilares quadrangulares; sob o coro sepulturas, uma delas com lápide com as armas dos Salgueiros Barahonas. Capela baptismal sob o torreão N.; púlpito em mármore, semicircular, com guarda de balaústres, encimado por guarda-voz em talha polícroma, no alçado N.; dos lados do Evangelho e da Epístola altares coloaterais; no alçado N. um retábulo, tapando o arco de passagem para a antiga capela do Rosário Nova, hoje transformada em arrecadação; do lado contrário, o altar do Senhor dos Passos, com retábulo de talha polícroma, com a tribuna envidraçada deixando ver a imagem. Capela-mor, coberta por cúpula sobre trompas, abrindo para a nave por arco triunfal a pleno centro; altar-mor com frontal de azulejos de aves e ramagens, com sanefa e sebastos; retábulo-mor em talha dourada. Revestimento azulejar de diferentes padrões polícromos seiscentistas cobre totalmente as paredes da nave, a capela-mor e a capela baptismal, intercalando na nave, no 2º registo, pequenos painéis hagiográficos; um painel representando São Vicente encima o portal na fachada principal. Na sacristia vestígios de pinturas murais.
Cronologia: 1572 - Contrato assinado com o mestre pedreiro Manuel Gonçalves para a construção da igreja; 1617 - reforço da estrutura para consolidação da abóbada, que ameaçava derrocada eminente; ter-se-ão então construído os pesados contrafortes exteriores, lançando-se os tirantes em ferro no interior; 1667 - revestimento azulejar da igreja; 1675 - construção do púlpito; 1715 - construção do altar do Senhor dos Passos; 1729 - construção da capela do Rosário Nova; 1755 - o terramoto causa alguns estragos na igreja; 1758 - as Memórias Paroquiais mencionam a igreja como tendo uma só nave, com cinco altares, e altar-mor, na nave, do lado do Evangelho, estavam os altares de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora do Socorro, e do lado oposto, o de Santo António e o do Senhor dos Passos e Almas; todos os altares possuem confrarias; 2003, 22 Janeiro - inauguração do tesouro da igreja. Tipologia: Arquitectura religiosa, maneirista, barroca. Igreja paroquial de grandes dimensões, com fachada flanqueada por torres sineiras, empena triangular, nave em forma de caixa abobadada, capela-mor coberta por cúpula. Portais simples de feição maneirista, barroquismo nas cúpulas e pináculos das torres, na decoração de massa simulando frontão de volutas sobre o portal e marcando almofadas nos paramentos. Retábulo-mor de talha dourada, joanina ( substituindo um primitivo retábulo maneirista), com acrescento de talha rococó no arco da tribuna; retábulos colaterais e laterais de feição barroca, rococó e neoclássica . Revestimento azulejar de padrão, sesicentista, cobrindo integralmente os alçados da nave, capela-mor e capela baptismal. in Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais
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