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HISTÓRIA «O culto começou por ser celebrado em Cuba numa pequena capela curada, anexa à igreja de santa Maria de Beja de que há notícia desde os início do século XIII. Quando a vizinha igreja de São Cucufate foi doada ao mosteiro de São Vicente de fora, de Lisboa, em 1255, cuba passou para a sua dependência. O crescimento desta povoação, levou à fundação, em 1600, de uma paróquia própria, cujo pároco era apresentado pelo Prior de são Vicente de Fora.
- Padroeiro da Paróquia de Cuba - São Vicente Mártir
S. Vicente nasceu em
Huesca ( hoje Espanha), de família consular e foi educado pelo Bispo Valério
de Saragoça e escolhido, por este, para o ministério de arquidiácono da Sé.
Foi também administrador dos bens desta e encarregado da pregação. Em 304 nas perseguições do Imperador Diocleciano, Vicente foi conduzido a Valência e acusado de ser cristão perante o tribunal romano. Respondendo ao interrogatório do governador Daciano declarou: “ Não julgues que as ameaças de morte nos amedrontam ou que as desprezíveis honras da vida podem mover-nos a faltar às nossas obrigações; já hás-de ter compreendido que não há coisa tão estimável e deliciosa no mundo, que possa aproximar-se da consolação e da honra que teremos em morrer por Jesus Cristo.” Após indiscritíveis torturas como a cruz, o leito incandescente e garfos de ferro, foi martirizado até à morte. Privado de sepultura, o cadáver do Santo é exposto à voracidade de animais selvagens. Porém, surge então um corvo que o protege. Com o objectivo de evitar a criação de mais um mártir cristão, os perseguidores tentam desfazer-se do corpo, atando-lhe ao pescoço uma mó e lançando-o ao mar. Também os peixes respeitam o corpo, que flutuando vai dar á praia onde é recolhido por cristãos que o sepultam. A partir do século IV, a devoção a S. Vicente propaga-se a toda a cristandade e após a invasão árabe da Península Ibérica (711) o corpo do Santo foi transladado para o ponto mais ocidental da costa algarvia, o Promontório Sacro, conhecido desde então como Cabo de S. Vicente. Em 1173, D. Afonso Henriques ordenou a transladação das relíquias do Santo para Lisboa. Narra a história, que durante a viagem de trasladação, dois corvos acompanharam o barco até à entrada no porto de Lisboa, cidade onde foi mandado construir, em honra do Santo, o Convento de S. Vicente de Fora.
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